Sinceramente, a Carmen de Alicia Alonso tirou meu chão.
Olha que em matéria de Carmens eu sou especialista...
Mas essa, putaquepariu, me torna lésbica e... assassina!
Montagem mais brilhante de toda a história, fato!
Técnica, graça, compreensão do espírito da obra, representações alegóricas... de uma força feminina, sedutora e livre que só Carmen seria capaz!
A ninguém deveria ter sido permitido montar MAIS NADA depois disso.
Confesso, estou absolutamente encantada.
Enfim.
(preciso muito registrar essa cena final, e logo abaixo registrar também umas observações que publiquei há algum tempo numa comunidade)
"Como já foi dito por alguns, também penso que ambas as obras (livro e ópera) se complementam. Peço licença para expor minha leitura das mesmas.
No livro de Mérimée, tirando o relato do 'autor' sobre uma experiência (negativa) com Carmen, toda narrativa é construída através da lembrança de D. José, que tem a forca como destino após assassinar Carmen e conta essa história ao viajante-autor em suas últimas horas (e charutos). Tive a impressão de que esse relato não cativa, não nos apaixonamos pela Carmen de D. José. Ela é pérfida, mentirosa, devora homens (olhos de loba) e carrega a marca da destruição. Quantas vezes não se usa a palavra "diabo" para descrevê-la? Tive a leitura de que a morte de Carmen, aqui, através das palavras de D. José, representa uma tristeza: Um homem bom que desesperado e enfeitiçado é levado à completa decadência. O picador (toureiro na ópera) não tem mto espaço e Micaela simplesmente não existe.
Já na ópera, Carmen tem voz e aparece logo cantando sobre como o amor é um pássaro rebelde (habanera) para, pouco depois, presa após cortar a colega da tabacaria, cantar alegremente sobre sua vida livre em Sevilla (seguidilla - pres de remparts de seville) e fugir. Na ópera, ela é a própria representação do amor. Livre como um pássaro, selvagem e indomável como um touro. Penso que não é à toa o envolvimento com o toureiro. Já aqui, ele e Micaela têm mais espaço, se antagonizam simbolicamente a D. José e Carmen e acabam, desse modo, por clarear a personalidade do casal protagonista.
De modo diverso do livro (onde Carmen é narrada de forma negativa), na ópera nos encantamos com sua presença magnífica. Por mais que mtos tenham uma interpretação machista, de encará-la como uma reles sedutora, não há nada que direcione a interpretação neste sentido. Ela seduz pq canta e dança, e diverte-se com isso. Não se trata de uma mulher demoníaca cujo único norte seja seduzir ou destruir.
Então, aqui, Carmen, em seu momento final (como no livro tb, mas numa outra perspectiva, de sujeito, já que ela tem voz, e literária, já que é uma narrativa trágica, eis a catarse), morre como um pássaro nas mãos de D. José pois não desistiu de seu maior valor, que era a vida livre, sua vida amorosa e selvagem. Maior representação simbólica não há:
Ela ama outro e quer atravessar o portão. D. José não admite. Ela insiste e não aceita ser subjugada. Ele a mata.
Penso, desse modo, que Carmen, sabendo de seu destino (viu nas cartas), prefere a morte que a tristeza de viver sob o domínio de um homem ou pior, um homem q já não ama.
É o pássaro rebelde que não aceita a gaiola. "
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
Entregar-se à natural condição:
fluir contínuo que lambe o ventre, seios, nuca
Imprevisível rio,
a romper o destino
Mapa que se inscreve sobre o corpo nu da terra
Destemperada e mansa
forma com que me amas.
fluir contínuo que lambe o ventre, seios, nuca
Imprevisível rio,
a romper o destino
Mapa que se inscreve sobre o corpo nu da terra
Destemperada e mansa
forma com que me amas.
Terça-feira, 23 de Junho de 2009
22 de junho
Impossível ser triste no inverno.
(Em cada árvore, a cada farol. O ônibus desliza tranquilo... A cidade. Da janela, provavelmente, penso, deixo o rastro do pensamento. Não há nada que aperte o peito. O vento leva os temores consigo, me abre o sorriso (mi mi mi mi mi mi rs)
Abrir, longamente, primeiro braços, depois mãos, feito asas. Abra o peito!(cuidado c/ o cotovelo!) Grandes asas. Lição de hoje no ballet.)
Grandes asas.
(Em cada árvore, a cada farol. O ônibus desliza tranquilo... A cidade. Da janela, provavelmente, penso, deixo o rastro do pensamento. Não há nada que aperte o peito. O vento leva os temores consigo, me abre o sorriso (mi mi mi mi mi mi rs)
Abrir, longamente, primeiro braços, depois mãos, feito asas. Abra o peito!(cuidado c/ o cotovelo!) Grandes asas. Lição de hoje no ballet.)
Grandes asas.
Sábado, 20 de Junho de 2009
Quando suas questões anteriores.
bem.
Quando elas já não são mais questões, pra vc, ocorre um fenômeno
O da completa perda de sentido.
É como se eu pudesse decidir me tornar, sei lá, cozinheira.
E daria na mesma...
bem...
(razoável ou não)
só sei que me sinto
feliz.
:)
bem.
Quando elas já não são mais questões, pra vc, ocorre um fenômeno
O da completa perda de sentido.
É como se eu pudesse decidir me tornar, sei lá, cozinheira.
E daria na mesma...
bem...
(razoável ou não)
só sei que me sinto
feliz.
:)
Domingo, 7 de Junho de 2009
Meu amado traz todo Sol em seu riso
E duas flores no olhar
É minha estação mais-que-perfeita
onde vêm pousar as alegrias
As incertezas que traz em seu peito,
me doem também.
E tenho as minhas, mas que são minhas
e não se vê.
São ondas que a Lua traz
e me arrasta em sentidos diversos
(Hoje quero, amanhã não)
Mareia meus olhos de ternura
(Que os olhos são teus,
mas a onda não)
E duas flores no olhar
É minha estação mais-que-perfeita
onde vêm pousar as alegrias
As incertezas que traz em seu peito,
me doem também.
E tenho as minhas, mas que são minhas
e não se vê.
São ondas que a Lua traz
e me arrasta em sentidos diversos
(Hoje quero, amanhã não)
Mareia meus olhos de ternura
(Que os olhos são teus,
mas a onda não)
Domingo, 31 de Maio de 2009
Domingo à tarde
Minha barriga dói. Como sou curiosa, e vivo querendo saber das novas. Fui jogar e fui atropelada por outra atleta, como dói. Hoje sonhei contigo... bem, saudade. Como sou estabanada. E caí no chão, chorei. Alguém segurou minha mão, não vi. Mas não era a tua, se fosse, não haveria mais dor.
Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
"Tinha uma cachoeira, uma ponte, eu vim um peixe que se chamava Mariana, fomos ao parquinho, vi muitas árvores, tinha uma tábua para a gente passar por cima da água, uma ponte."
Acabo de reencontrar esta passagem, que havia guardado comigo, de meu irmão, sobre um passeio ao Jardim Botânico.
Penso: Impossível descrição mais justa, e bela. É assim que me sinto também, criança. É assim que sentimos pra sempre.
(Meu pequeno poeta,
que descobre mágica e sentido
nas miudezas do mundo.)
A irmã se orgulha muito.
Acabo de reencontrar esta passagem, que havia guardado comigo, de meu irmão, sobre um passeio ao Jardim Botânico.
Penso: Impossível descrição mais justa, e bela. É assim que me sinto também, criança. É assim que sentimos pra sempre.
(Meu pequeno poeta,
que descobre mágica e sentido
nas miudezas do mundo.)
A irmã se orgulha muito.
Sexta-feira, 15 de Maio de 2009
Segunda-feira, 4 de Maio de 2009
Sexta-feira, 24 de Abril de 2009
Sabe o que é incrível, do orkut?
A força que esse troço vai tomando. Como aqueles ets malignos dos filmes, que se alimentam de sangue humano.
Quando vc vê, ele está mais forte que vc.
Céus, preciso muito me livrar disso.
já deletei comunidades, vídeos, fotos
o próximo (e corajoso) passo, é deletar as pessoas
:~
só então deletar-me-ei
A força que esse troço vai tomando. Como aqueles ets malignos dos filmes, que se alimentam de sangue humano.
Quando vc vê, ele está mais forte que vc.
Céus, preciso muito me livrar disso.
já deletei comunidades, vídeos, fotos
o próximo (e corajoso) passo, é deletar as pessoas
:~
só então deletar-me-ei
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